sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

AÉCIO NEVES, EM JUIZ DE FORA, MG.

O Brasil tem hoje 60 milhões de pessoas inadimplentes com prestações atrasadas. O desemprego para os mais jovens ultrapassará 25% para aqueles que têm até 24 anos. A inflação continua sem controle. Nas regiões metropolitanas já chegou em torno de 15%. A grande verdade é que aqueles que tiveram, no período de governo do PT, alguma ascensão social em razão de várias medidas - e a principal delas foi a estabilidade alcançada no governo anterior - retornarão para a condição anterior, só que em um cenário muito pior, com inflação, com desemprego, com juros na estratosfera e sem perspectiva de retomada do crescimento. O meu sentimento pessoal, como presidente nacional do PSDB, é que o governo do PT acabou. Esse é o lado bom da história.
Não temos aqui, nenhum de nós, a bola de cristal para saber o que nos espera daqui a dois meses, com a instalação do processo de impeachment, o que nos espera daqui a um, dois ou três anos, quando estão marcadas as eleições presidenciais. Não depende de nós. Depende de um resultado ou desfecho desse processo que aí está. Não depende apenas de nós. Mas de nós depende mostrarmos, cada vez mais, que estamos unidos. Temos a melhor proposta, o melhor projeto para esse país, e temos aquilo que faltam àqueles que hoje governam o Brasil: falta a eles a credibilidade, que temos de sobra para apontar um novo e virtuoso caminho de recuperação da nacionalidade, do orgulho de ser brasileiro, da confiança na nossa capacidade de fazer esse país voltar a crescer.
Aécio Neves, em Juiz de Fora, onde participou de um encontro com lideranças do PSDB de Minas Gerais. 04/12/2015.


Editado por: Edison Franco.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O ESTADO E A RESPONSABILIDADE FISCAL: UMA QUESTÃO CULTURAL, POR YEDA CRUSIUS

 A “tempestade perfeita” que vive o Rio Grande do Sul neste início de mandato é o espelho da mesma crise que vive o Brasil no chamado “Dilma II”: os governos gastaram muito mais do que seu tamanho, medido por suas receitas e funções, permitia. Seja por quais motivos forem, o fato é que houve, sim, imprudência e irresponsabilidade fiscal. Agora, a conta chegou na forma de desemprego, recessão, inflação, endividamento crescente e a incapacidade de o Estado honrar seus compromissos. É bem verdade que, ao gastarem mais do que arrecadaram, os governos tiveram para tal a chancela explícita de algumas classes cujas rendas dependem do Tesouro. A conta, porém, e como sempre, será paga por todos nós. Ou melhor, por quase todos, pois há entre os atores econômicos, sociais e/ou políticos, aqueles que lucram com as crises. O exemplo mais recente desse “acordo entre partes” é o uso dos depósitos judiciais, última fonte para pagar o mínimo do dia a dia, estando as demais esgotadas. Neste ano, 2015, pagar-se-á mais em juros pelo uso desses depósitos do que o próprio volume que deles se pode utilizar o atual governo. Pelo longo período de governos que gastaram mais do que arrecadaram, é fácil ver quem ganha. É fácil, também, ver quem perde.
 O Rio Grande quebrou. O Brasil quebrou. A crise assim aberta exige que as autoridades encontrem uma saída para a situação. Essa saída existe. Ela, a saída, que outra coisa não é senão o Estado desejado, requer profundas e óbvias transformações, a serem feitas necessariamente de modo pacífico e democrático, como está a pedir a “voz das ruas”. A base para a repetição desse tipo de crise é essencialmente cultural. Deriva de uma particular visão da natureza do Estado, de suas funções e sustentação. Tudo começa, portanto, por uma mudança que transforme a cultura que baseia as decisões de sempre à nova cultura, já presente graças à liberdade das manifestações de rua, com um rotundo não à corrupção e à ineficiência do Estado. Assumir a responsabilidade de conduzir essa transição entre a nova e a velha cultura é o grande desafio.
 No nosso governo, fizemos o ajuste com o objetivo de permitir aos gaúchos alcançarem no futuro, sem rupturas, a situação de outros Estados, como São Paulo, que conseguiram sustentar uma trajetória de crescimento qualificando os serviços públicos e realizando os novos investimentos necessários da era moderna. Trabalhamos para que o Estado voltasse a ter melhor qualidade de vida, sempre com total transparência – o que incomoda os da velha cultura, a do “nós e eles” tão ultrapassada – e com a convicção de que a poucos interessa uma crise das finanças públicas estaduais. Ela não serve às crescentes demandas por serviços públicos, não serve aos setores produtivos e não serve aos bons servidores públicos. Imperioso lembrar que, pagas em 2007 e 2008 as muitas dívidas herdadas, com o Orçamento sem déficit de 2009 iniciamos uma recuperação responsável de investimentos sem descuidar do compromisso com a ampliação dos serviços que a população necessitava. Crescemos e distribuímos.
 Foi uma difícil conquista, mas viu-se que é muito fácil desmanchá-la! As consequências estão visíveis, evidenciando o contraste entre as duas culturas: a antiga, do Estado gastador e ineficiente, e a nova, da responsabilidade fiscal. O Déficit Zero, devido à crise aberta das finanças públicas, vai sendo compreendido como uma conquista do povo gaúcho, e não apenas uma opção ideológica de um partido ou o capricho de algum governo. A sociedade está cada vez mais consciente de quem é que, efetivamente, paga a conta: não é o governo, nem o partido político que está no poder. É ela mesma.
 A saída para toda essa situação crítica existe, mas precisa ser entendida como um processo longo, fruto de uma escolha e de uma decisão coletivas. As experiências estão aí, registradas, com seus erros e acertos, à disposição para lastrear a construção de um projeto de futuro a ser compartilhado e priorizado por todos os governantes. Quem ganhará será a sociedade gaúcha.
 Com o propósito de contribuir para o debate sobre a retomada do desenvolvimento do Estado, ZH solicitou a lideranças empresariais, sindicais e políticas artigos analíticos e propositivos a partir da seguinte questão: O Rio Grande tem saída? Como? A série, iniciada em junho com opiniões de representantes de entidades empresariais, teve continuidade em julho com sindicalistas e lideranças classistas e em agosto com parlamentares. Em setembro, é a vez de governantes.
 Yeda Crusius *Governadora do Estado de 2007 a 2010- 23/09/2015 Zero Hora | Artigo | p. 21.

 Editado por: Edison Franco.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A CAIXA-PRETA DO PT

Lula e Dilma fizeram explodir em seus mandatos o total de funcionários na administração pública federal. Juntos, os dois contrataram 129.641 servidores concursados (elevando o total para 615.621). Já o pessoal em cargos, funções de confiança e gratificações aumentou em 32.052 (para 99.850; +47%).
 Depois de qualificar como "lorota" o plano da oposição na campanha eleitoral para reduzir ministérios, Dilma anuncia sem detalhamento que pode eliminar dez deles (de 39). E mil cargos de confiança. Ou seja, cortaria só 3% dos mais de 32 mil novos cargos, funções de confiança e gratificações que ela e Lula criaram.
Cerca de 75% de tudo o que entra no caixa do governo federal hoje sai diretamente para o bolso de funcionários públicos, aposentados e beneficiários de programas sociais. O governo acaba atuando, portanto, como um simples controlador de uma "grande folha de pagamentos". Entrou, saiu.
 O motivo de tantos ministérios, sem que haja mais dinheiro livre para suas ações, seria um mistério não fossem eles usados apenas politicamente. Onde o pouco dinheiro livre que entra normalmente abastece aliados.
 No caso de algumas pastas ligadas às áreas sociais, como a do Desenvolvimento Social, há funções claras, como averiguar se crianças do Bolsa Família vão à escola e postos de saúde. Nos da Saúde e Educação, também.
 Mas não parece razoável tantos funcionários e cargos novos para lidar com apenas 25% do dinheiro que sobra da arrecadação depois dos repasses diretos.
O aumento, desproporcional aos avanços do país, é mais uma caixa-preta dos quase 13 anos do PT.
 As nomenclaturas para cargos, funções de confiança e gratificações (47) são cifradas e herméticas, sem dar pistas do que toda essa gente faz, segundo documento enviado à Folha pela ONG Contas Abertas. Da quantidade de ministérios e relevância, até Dilma agora reconhece a excrescência.
 O total de servidores concursados em massa é justamente uma das maiores dificuldades hoje para se reduzir despesas. Assim como fazer cortes nas 75% das despesas que são parte da "grande folha de pagamento".
 Consultado, o Ministério do Planejamento diz que o aumento foi "resultado do esforço a partir de 2003 para conter o déficit de pessoal gerado por longo período sem concursos públicos". Teria havido também determinações do Ministério Público de Trabalho para substituir 22 mil terceirizados. E que as contratações "atendem às necessidades da administração pública, adequadas às condições orçamentárias e ao cenário econômico do país".
 Como sabemos, as "condições orçamentárias" e o "cenário econômico" requerem cortes profundos no momento. Eles poderiam ter sido iniciados há dez anos, quando Dilma ministra da Casa Civil qualificou como "rudimentar" proposta do Ministério da Fazenda para um plano de ajuste fiscal de longo prazo.
Coisa que a presidente quer fazer agora, de uma hora para a outra. Em condições bem mais adversas.
Sobre a crise, Dilma disse nesta semana que no final de 2014 "não tinha indícios de uma coisa dessa envergadura". Na melhor das hipóteses, a presidente é mal informada.
Coluna de out./2014 já mostrava o buraco em que estávamos. Comparados aos números de hoje (inflação perto de 10%; dólar a R$ 3,60; PIB de -2%, superávit primário zero e dívida pública de 62% do PIB) até que não estávamos tão mal mesmo.
Fernando Canzian Editoria de Arte/Folhapress      27/08/2015- 02h00 


Editado por: Edison Franco.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A LEGITIMIDADE DAS RUAS

Ainda sobrevive no campo do governismo uma drástica dificuldade em entender que protestos como o de ontem fazem parte da vida democrática e revelam uma dinâmica social ativa e madura. É impressionante como os brasileiros permanecem mobilizados, nas ruas ou fora delas.
AS RUAS VOLTARAM A VIBRAR COM ENERGIA E INDIGNAÇÃO NESTE DOMINGO, 16 agosto 2015. 
Tratadas com ironia e quase desprezo no último programa partidário do PT, as manifestações da sociedade são expressão legítima da cidadania e traduzem o mal-estar generalizado que tomou conta do país, como reação ao fracasso e aos desmandos do atual ciclo de poder.

Ainda sobrevive no campo do governismo uma drástica dificuldade em entender que protestos como o de ontem fazem parte da vida democrática e revelam uma dinâmica social ativa e madura. É impressionante como os brasileiros permanecem mobilizados, nas ruas ou fora delas. Em apenas oito meses, milhões de pessoas, de forma pacífica, ocuparam várias vezes as ruas do país. Uns chamando os outros. Uns se reconhecendo nos outros.

Ouso dizer que estamos testemunhando o florescimento de uma nova consciência nacional e uma autêntica mudança de patamar, que, aos poucos, mas de forma muito determinada, avança e está presente em todos os estratos sociais. As pesquisas de opinião recentes confirmam este agudo senso crítico, que tem como consequência a flagrante e espantosa deterioração da base de apoio popular do petismo, que paga o alto preço do descrédito pela sua arrogância e pelas suas próprias contradições.

Hoje o PT paga esse alto preço não apenas pelos graves erros cometidos, mas porque insiste em fingir que não os cometeu!

Estão equivocados os que, com intolerância, teimam em manchar com um julgamento preconceituoso os que caminharam pedindo respeito e decência. As vozes nas avenidas e das sacadas precisam ser ouvidas atentamente e absorvidas, pois ampliam a nossa compreensão da realidade. Todos eles, cidadãos que são, têm o legítimo direito de fazer ecoar seus sonhos, reivindicações e cobranças. Os brasileiros protestam porque estão simplesmente esgotados de assistir a tanta roubalheira.

Protestam para não se renderem à impotência diante da escalada dos escândalos. Protestam para honrar a própria esperança, para honrar o futuro que querem viver ou plantar para seus filhos e netos. Protestam porque estão cansados de ser enganados por um marketing de ocasião, oportunista, que não cumpre o que promete, prega o que não pratica e institucionalizou a mentira como discurso oficial de governo.

Neste domingo, senti nos apertos de mão, nos abraços, nos acenos e nos gestos de otimismo, que o Brasil vai encontrar o seu caminho. Não pelas ações de um governo que se tornou incapaz de ouvir e dialogar. Mas pela força das pessoas, das famílias, do ativismo dos jovens, das crianças que vieram para as ruas apenas para dizer que o Brasil é muito maior! Que o Brasil tem jeito. E quem vai dar jeito no Brasil são os brasileiros.

AÉCIO NEVES - é senador da República por Minas Gerais e filiado ao PSDB- Publicada em 18/08/2015 às 08:20.

Editado por: Edison Franco.



FOTOS DO MOVIMENTO DO DIA 16 DE AGOSTO EM SANTA ROSA - RS.


As fotos do movimento dos caminhoneiros e da manifestação "Vem pra Rua" realizada no Parcão de Santa Rosa, RS, Brasil, estão no site do Picasa, no link abaixo:
https://picasaweb.google.com/106556978812609518604/16DeAgostoDe201502?authuser=0&feat=directlink

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

MEGA MANIFESTAÇÃO 16 AGOSTO EM SANTA ROSA-RS.

DILMA REPETE QUE 2015 É UM ANO DE ‘TRAVESSIA”
1.         SIM, A TRAVESSIA PARA O BURACO:
2.         MAIOR ÍNDICE DA SÉRIE HISTÓRICA DE DESEMPREGO;
3.         INFLAÇÃO PRÓXIMA DOS 10%;
4.         PROJEÇÃO DE QUEDA DO PIB A 2,8% SEGUNDO A FGV;
5.         DÓLAR ACIMA DE R$ 3,40; MAIOR QUEDA DESDE 2008 NO CONSUMO DAS FAMÍLIAS E POR AÍ VAI.
6.         DILMA ATRAVESSA QUE É UMA BELEZA.  


Povo de Santa Rosa, vamos nos reunir dia 16 de agosto no parcão, na Travessa Butantã a partir das 16 HORAS, para manifestar nosso descontentamento com a política brasileira, de forma pacífica e organizada, e dar um exemplo de cidadania para toda a Nação Verde-Amarela.


Pela democracia, liberdade de imprensa e a livre manifestação do pensamento, pela segurança, educação, saúde e contra a corrupção. Você expressa sua opinião. Tribuna Livre.

 Traga seu cartaz e seu chimarrão, vamos deixar nossos políticos saberem em que estão falhando.

Lembramos que nossa legislação não permite o uso de máscaras, armas e mochilas. Venha munido somente com seu cartaz ou bandeira, seu espírito pacífico e seu desejo de um país melhor.

É no Domingo dia 16 de agosto, a partir das 16 HORAS, no Parcão de Santa Rosa.

Carlos Alberto Nasi.    Norton Goulart.     Sérgio Rodrigo Colla.   Vitor Abreu      Edison Vitor Franco.

Editado por: Edison Franco.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

AÉCIO É HOMENAGEADO PELO PSDB EM SÃO PAULO.

No primeiro ato político, depois das eleições, o PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, SENADOR AÉCIO NEVES, e lideranças partidárias conclamaram nesta sexta-feira (14/11), em São Paulo, os brasileiros para que mantenham a garra e a luta em favor de mudanças. O ato reuniu mais de 700 pessoas e vários integrantes da oposição.  Aécio lembrou que, nesta campanha, uma das marcas foi o apelo das ruas pelo fim da corrupção.


 “Os brasileiros foram às ruas para dizer que ‘basta de tanta corrupção’ e de ‘tanto descaso’. O Brasil acordou nessas eleições. Esse é o nosso desafio: de manter viva essa chama. Eu caminho pelas ruas do Brasil inteiro, e o sentimento que eu tenho é de vitória. Pela primeira vez, aqueles que venceram essas eleições, enfrentarão uma oposição conectada com os sentimentos das ruas e dos brasileiros”, afirmou ele.

Aécio e os tucanos ressaltaram que o PSDB fará uma oposição ética, atenta e vigorosa. “O PT verá uma oposição vigorosa e corajosa para denunciar as irregularidades, mas também patriótica”, afirmou Aécio, acrescentando: “Se alguns poderiam achar que a derrota eleitoral abateria o meu ânimo, eu me sinto hoje mais determinado, com maior disposição, para exercer o papel que nos foi delegada pela sociedade brasileira. ”
  
Aécio relembrou, no entanto, que a campanha presidencial também registrou momentos desagradáveis, como as infâmias produzidas pelos adversários contra ele, caracterizando um verdadeiro terrorismo político. “Foi a campanha da infâmia e das mentiras em benefício de um projeto de governo. A história registrará que utilizaram o terrorismo”, disse.
  
Participaram do ato político o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o presidente do PSDB em São Paulo, o deputado federal Duarte Nogueira,  presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), o deputado eleito Bruno Covas (SP), o ex-governador Alberto Goldman, e o deputado José Aníbal, entre outros.
  
Candidato a vice na chapa de Aécio, Aloysio Nunes destacou que, na campanha eleitoral, houve o grito de liberdade evocado por 51 milhões de brasileiros que votaram em favor da candidatura Muda Brasil.  O lema, reiterou ele, é fazer a oposição: “Nós não daremos trégua em nenhum momento”.

Em viagem ao exterior, o senador eleito José Serra (PSDB-SP) enviou uma mensagem por escrito para os participantes do ato político. “O resultado das eleições em São Paulo [onde Aécio conquistou dos 64% votos] atesta: PT aqui, não”, disse Serra, na mensagem, sendo aplaudido pelos presidentes. “O novo país é possível”, acrescentou.
  
Duarte Nogueira afirmou ainda que o exemplo do que ocorreu em São Paulo, em que Alckmin venceu no primeiro turno e Aécio obteve maioria dos votos, é o da “boa política” executada com transparência e competência. Posted: 14 Nov 2014 11:13 AM PST-Blog do Coronel.
Editado por: Edison Franco.




sexta-feira, 26 de junho de 2015

PLANO ENERGÉTICO: CONSTRUÇÃO DE USINA E LICENÇAS AMBIENTAIS DOMINAM DEBATE EM SANTA ROSA

Santa Rosa (RS) sediou nesta quinta-feira (25 de junho 2015), a décima primeira reunião do Plano Energético, que está percorrendo o Estado para ouvir a sociedade quanto às demandas que precisam ser incluídas no plano, que está sendo preparado pela Secretaria de Minas e Energia (SME).

O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, disse que a SME trabalha, em parceria com outras secretarias de Estado, na construção de um programa para levar energia trifásica ao campo. Quanto ao uso da biomassa, informou que a SULGÁS está com chamada pública aberta para a compra de biometano por um prazo de até 20 anos, fato inédito no país e que também beneficia o agricultor, pois vai permitir a ele transformar em energia os dejetos resultantes da atividade agrícola.

Redecker afirmou que está trabalhando em sintonia com a secretária Ana Pelini e fazendo um acompanhamento semanal das licenças ambientais de empreendimentos relacionados à geração de energia. A expectativa é de que ocorra uma maior celeridade nos procedimentos, com a inauguração da sala do investidor, que permitirá a parte interessada acompanhar o andamento das licenças solicitadas. Da mesma forma, disse que está acompanhando a situação da usina de Garabi/Panambi, e que uma nova agenda está sendo marcada para os próximos dias para tratar sobre o assunto. Comunicou ainda aos presentes que está reativando o Comitê de Planejamento Energético do Estado do Rio Grande do Sul (COPERGS), cuja primeira reunião ocorrerá já no mês de julho. “As regiões sofrem com problemas causamos muitas vezes pela morosidade do próprio Estado. Nossa intenção é dar mais agilidade aos procedimentos e minimizar os impactos. É por isso que estamos aqui hoje”, finalizou.

“É muito complicado fazer geração de energia. É impressionante a dificuldade para quem quer empreender neste setor”, afirmou o presidente da COOPERLUZ, Querino Volkmer. Para ele, o poder público, através das suas autarquias, não deve atrapalhar o empreendedor. “Temos 64 contratos assinados para entregar energia a partir de 2018 e em setembro do ano passado a FEPAM cassou a licença de um empreendimento nosso. Há uma insegurança jurídica muito grande. Trata-se de um investimento de R$ 250 milhões, com R$ 10 milhões já investidos e R$ 2 bilhões em energia vendidos”.

O representante da FIERGS na Fronteira Noroeste, Valdir Turra Carpenedo, afirmou que o governador José Ivo Sartori acertou ao desmembrar o setor de Minas e Energia da antiga Secretaria de Infraestrutura. “O tema estava em segundo plano e nos atrasou”, disse. Conforme ele, sempre que um empreendimento vai se instalar numa cidade, a oferta de energia é o primeiro item avaliado. “O Estado é muito rico em oportunidades de geração de energia, mas temos que superar a questão ambiental, que é traumática. Esperamos que as coisas andem mais facilmente, para que tenhamos energia farta, segura e com preço adequado. Nenhum país no mundo deixaria de usufruir um potencial como este que temos no rio Uruguai”.

O presidente da Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa, prefeito de Três de Maio Olívio José Casali, destacou que finalmente está se fazendo um plano para a próxima década e não apenas para um ano. Ele disse que a situação dos municípios é difícil, “mas com criatividade vamos superar esta fase. Não podemos baixar a cabeça, é trabalhar e buscar resultados para vencermos as barreiras e retomarmos o desenvolvimento”. Ele pediu ao secretário que olhe com atenção a situação das PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), “que também podem trazer energia para a nossa região”. Ele agradeceu ainda aos representantes da RGE, presentes no encontro, a construção de uma nova subestação no município de Três de Maio, com capacidade para 20 MW, atendendo uma população de 38 mil pessoas em cinco municípios.

O presidente do COREDE Fronteira Noroeste e representante da Unijuí, Pedro Luis Büttenbender, afirmou que está claro como a ausência de energia pode ser um inibidor do desenvolvimento. “Precisamos de políticas afirmativas que nos ajudem. Aqui temos a energia mais cara do Rio Grande do Sul. Entendemos que a região, cada vez mais, precisa se apropriar de planos como este e também atuar na sua execução, para que as prioridades não sejam modificadas cada vez que se troca de governo”. Disse ainda que espera que a SME seja o ponto de referência e de informação em relação ao projeto binacional de construção das Hidrelétricas de Garabi e Panambi. Fonte: Assessoria de Comunicação –SME.

O secretário de Minas e Energia, deputado Lucas Redecker membro da nova Diretoria do PSDB Estadual, antes de iniciar a décima primeira reunião do Plano Energético, reuniu-se com os membros do Partido em Santa Rosa.
Da esquerda para direita na foto acima: Nilson Buttinguer, Edison Franco, Lucas Redecker,Carlos Nasi e Marcus Walczak.
Editado por: Edison Franco