terça-feira, 3 de maio de 2011

UM NOVO BRASIL – FHC - Fernando Henrique Cardoso.

Décadas atrás havia uma discussão sobre a "modernização" do Brasil. Correntes mais dogmáticas da esquerda denunciavam os modernizadores como gente que acreditava ser possível transformar o País saltando a revolução socialista. Com o passar do tempo, quase todos se esqueceram das velhas polêmicas e passaram a se orgulhar das grandes transformações ocorridas. Até mesmo pertencermos ao BRIC, uma marca criada em 1999 pelo banco Goldman Sachs, passou a ser motivo de orgulho dos dirigentes petistas: finalmente somos uma economia emergente!

Na verdade, o Brasil é mais do que uma "economia emergente", é uma "sociedade emergente" ou, para usar o título de um livro que analisa bem o que aconteceu nas últimas décadas, somos um novo país (ver Albert Fishlow, O Novo Brasil, Saint Paul Editora, 2011). Para entender as dificuldades políticas que foram transpostas para acelerar esta transformação basta ler a primeira parte de um livrinho que tem o instigante título Memórias de um Soldado de Milícias, escrito por Luiz Alfredo Raposo e publicado este ano em São Luís do Maranhão.

Embora os livros comecem a registrar o que é este novo Brasil - e há outros, além do que mencionei -, o senso comum, especialmente entre os militantes ou representantes dos partidos políticos e seus ideólogos, ainda não se deu conta por completo dessas transformações e de suas consequências.

Os fundamentos deste novo País começaram a se constituir a partir das greves operárias do fim da década de 1970 e da campanha das Diretas-Já, que conduziram à Constituição de 1988. Este foi o marco inicial do novo Brasil: direitos assegurados, desenho de um Estado visando a aumentar o bem-estar do povo, sociedade civil mais organizada e demandante, enfim, liberdade e comprometimento social. Havia na Constituição, é certo, entraves que prendiam o desenvolvimento econômico a monopólios e ingerências estatais. Sucessivas emendas constitucionais foram aliviando essas amarras, sem enfraquecer a ação estatal, mas abrindo espaço à competição, à regulação e à diversificação do mundo empresarial.

O segundo grande passo para a modernização do País foi dado pela abertura da economia. Contrariando a percepção acanhada de que a "globalização" mataria nossa indústria e espoliaria nossas riquezas, houve a redução de tarifas e diminuição dos entraves ao fluxo de capitais. Novamente os "dogmáticos" (lamento dizer, PT e presidente Lula à frente) previram a catástrofe que não ocorreu: "sucateamento" da indústria, desnacionalização da economia, desemprego em massa, e assim por diante. Passamos pelo teste: o BNDES atuou corretamente para apoiar a modernização de setores-chave da economia, as privatizações não deram ensejo a monopólios privados e mantiveram boa parte do sistema produtivo sob controle nacional, seja pelo setor privado, seja pelo Estado, ou em conjunto. Houve expansão da oferta e democratização do acesso a serviços públicos.

O terceiro passo foi o Plano Real e a vitória sobre a inflação, não sem enormes dificuldades e incompreensões políticas. Juntamente com a reorganização das finanças públicas, com o saneamento do sistema financeiro e com a adoção de regras para o uso do dinheiro público e o manejo da política econômica, a estabilização permitiu o desenvolvimento de um mercado de capitais dinâmico, bem regulado, e a criação das bases para a expansão do crédito.

Por fim, mas em nada menos importante, deu-se consequente prática às demandas sociais refletidas na Constituição. Foram ativadas as políticas sociais universais (educação, saúde e Previdência) e as focalizadas: a reforma agrária e os mecanismos de transferência direta de renda, entre eles as bolsas, a primeira das quais foi a Bolsa-Escola, substituída pela Bolsa-Família. Ao mesmo tempo, desde 1993 houve significativo aumento real do salário mínimo (de 44% no governo do PSDB e de 48% no de Lula).
Os resultados veem-se agora: aumento de consumo das camadas populares, enriquecimento generalizado, multiplicação de empresas e das oportunidades de investimento, tanto em áreas tradicionais quanto em áreas novas. Inegavelmente, recebemos também um impulso "de fora", com o boom da economia internacional de 2004-2008 e, sobretudo, com a entrada vigorosa da China no mercado de commodities.

Por trás desse novo Brasil está o "espírito de empresa". A aceitação do risco, da competitividade, do mérito, da avaliação de resultados. O esforço individual e coletivo, a convicção de que sem estudo não se avança e de que é preciso ter regras que regulem a economia e a vida em sociedade. O respeito à lei, aos contratos, às liberdades individuais e coletivas fazem parte deste novo Brasil. O "espírito de empresa" não se resume ao mercado ou à empresa privada. Ele abrange vários setores da vida e da sociedade. Uma empresa estatal, quando o possui, deixa de ser uma "repartição pública", na qual o burocratismo e os privilégios políticos, com clientelismo e corrupção, freiam seu crescimento. Uma ONG pode possuir esse mesmo espírito, assim como os partidos deveriam possuí-lo. E não se creia que ele dispense o sentimento de coesão social, de solidariedade: o mundo moderno não aceita o "cada um por si e Deus por ninguém". O mesmo espírito deve reger os programas e ações sociais do governo na busca da melhoria da condição de vida dos cidadãos.

Foi para isso que apontei em meu artigo na revista Interesse Nacional, que tanto debate suscitou, às vezes a partir de leituras equivocadas e mesmo de má-fé. É inegável que há espaço para as oposições firmarem o pé neste novo Brasil. Ele está entre os setores populares e médios que escapam do clientelismo estatal, que têm independência para criticar o que há de velho nas bases políticas do governo e em muito de suas práticas, como a ingerência política na escolha dos "campeões da globalização", o privilegiamento de setores econômicos "amigos", a resistência à cooperação com o setor privado nos investimentos de infraestrutura, além da eventual tibieza no controle da inflação, que pode cortar as aspirações de consumo das classes emergentes. Para ocupar esse espaço, entretanto, é preciso que também as oposições se invistam do espírito novo e sejam capazes de representar este novo Brasil, tão distante do pequeno e às vezes mesquinho dia a dia da política congressual.

Fonte: O Estado de São Paulo. Artigo do Sociólogo Fernando Henrique Cardoso. (FHC) Ex Presidente da República. No dia do trabalho (01/05/2011).

Editado por: Edison Franco.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PSDB COBRA SOLUÇÃO DO PREFEITO ORLANDO DESCONSI.

O PSDB de Santa Rosa quer uma solução para o Trânsito de Santa Rosa. Notícias do Jornal Noroeste de alguns meses dão conta que a Prefeitura de Santa Rosa contratou um engenheiro de transito denominado de Arquiteto Bertolucci, que foi servidor do governo do PT em Caxias do Sul do Prefeito Pepe Vargas, para dar um diagnóstico e oferecer uma solução ao transito de Santa Rosa. Mas até agora nada. A situação tá difícil, inclusive com engarrafamentos nos horários de pico.
O PSDB quer saber:
Quanto custou este trabalho de assessoria?
Quando vai ser apresentado o resultado deste trabalho?
Como serão implantadas estas mudanças no transito?
EM TEMPO: O PSDB também solicita os imediatos consertos nos asfaltos em diversas ruas de Santa Rosa, como Av. Inhacorá, Rua São Luiz, Rua Sinval Saldanha, etc..

Fonte: Carlos Nasi.
Editado por: Edison Franco.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A PRIMEIRA PRIVATIZAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF.

MENTIRA:
“Aqui, o desastre só não foi maior – como em outros países – porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de Furnas.” (Presidente Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil de Lula e pré-candidata do PT à presidência, no 4º Congresso do PT, em Brasília, 20/02/2010.)
A VERDADE:
Utilizado como acusação contra o PSDB, o assunto privatização sempre foi exaustivamente explorado pelo PT nas campanhas eleitorais. Como repetiu Rousseff, sem medir consequências, para ganhar as últimas eleições.
Discurso vazio, ataque gratuitos, mentiras. Porque o PSDB nunca falou em privatizar os bancos ou as empresas citadas por Rousseff & Cia. Agora, despenca a máscara. E A PRESIDENTE PETISTA ENCAMPA MAIS UMA PROPOSTA DO PSDB: O REGIME DE CONCESSÃO DE AEROPORTOS, QUE CONSTAVA NO PROGRAMA DE JOSÉ SERRA, DURAMENTE ATACADO POR ROUSSEFF, PELO EX LULA E TANTOS OUTROS PETISTAS COM SUAS CONHECIDAS PROPAGANDAS ENGANOSAS.
Só que a decisão chega com pelo menos oito anos de atraso. O governo do PT, enganando o país, deixou antes que o caos se instalasse nos aeroportos brasileiros. Agora, com a água no pescoço e depois que o PSDB denunciou o apagão aéreo em sua propaganda eleitoral, o petismo faz o que já deveria ter sido feito. A essa altura, mais do que pedido de socorro, anunciar a privatização dos aeroportos soa como se Rousseff e sua equipe jogassem a batata quente nas mãos dos empresários, para que eles façam a lição de casa que Lula, Rousseff e o PT não fizeram.
A saturação dos aeroportos brasileiros não é novidade. A corrida é para tentar amenizar a situação. Mas as previsões não são nada otimistas. O Ipea, vinculado à Presidência da República, avalia que, mesmo com a concessão e a execução das obras planejadas pelo governo do PT, os aeroportos brasileiros não conseguirão atender à demanda nem da Copa nem das Olimpíadas de 2016.
De acordo com o IPEA, além do plano de investimentos da Infraero não ter uma projeção adequada para o aumento da demanda, 14 dos 20 maiores aeroportos brasileiros já funcionaram acima do limite em 2010.
Os números não mentem. Até o final do ano passado apenas 5,47% dos recursos orçamentários para investimentos em aeroportos tinham sido contratados e somente 2,15% foram executados. Enquanto isso, entre 2003 e 2010, o movimento saltou de 71 milhões de passageiros por ano para 154 milhões, um crescimento de 117% em oito anos.
Herança maldita, falta de competência, falta de seriedade, seja qual for o adjetivo, o custo PT fica cada dia mais alto. E paralisa o Brasil.


Editado por: Edison Franco.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

GENTE QUE MENTE

Vou andar com uma cópia do artigo que o senador Walter Pinheiro publicou aqui contra Fernando Henrique Cardoso (“O príncipe e o povo”, 17/4/2011). Vai ser útil quando me perguntarem qual é, afinal, o problema do PT. O grande problema é a desonestidade. Não falo só da corrupção desenfreada. Pior que isso, para mim, é a desonestidade intelectual.

O PT repete baboseiras como essa desde que escolheu FHC como inimigo. A escolha, como se sabe, deu-se em 1993. FHC pediu apoio ao PT para o Plano Real. Em troca, o PSDB poderia apoiar Lula para presidente em 1994, como apoiara em 1989. O PT preferiu apostar contra o real. O plano deu certo, o PSDB lançou FHC para presidente e ele derrotou Lula no primeiro turno. Imperdoável!

Um erro leva a outros. Do Fundo Social de Emergência à Lei de Responsabilidade Fiscal, o PT se opôs a tudo que representou consolidação da estabilidade e modernização da economia no governo FHC. Como se opôs a tudo que representou inovação das políticas sociais, do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) à Bolsa Escola, que Lula chamou de “Bolsa Esmola”.

A inconsistência das “bravatas” ficou clara quando Lula chegou ao governo e abraçou as políticas de FHC. Isso não impediu Lula de inventar a “herança maldita”. Nem impede o PT de atacar a sua caricatura de Fernando Henrique com tanto mais fúria quanto menos evidentes ficam as diferenças de suas políticas com as do FHC real

DE FHC PARA LULA

“Se Lula fosse um adversário leal, saberia reconhecer que não desprezo o ‘povão’”, diz Fernando Henrique Cardoso em resposta às declarações de seu sucessor sobre artigo escrito pelo tucano. “Sou contra o que ele fez com o povo: cooptar movimentos sociais; enganar os mais carentes e menos informados trocando votos por benefícios de governo; transformar direitos do cidadão em moeda clientelista. Quero que o PSDB, sem esquecer nem excluir ninguém, se aproxime das pessoas que não caíram na rede do neoclientelismo petista. Desejo que Lula, que esqueceu as antiquadas posições contra as privatizações, continue usufruindo as oportunidades que as empresas multinacionais lhe oferecem, como agora em Londres. E desejo, principalmente, que Lula termine com a lenga lenga contra ler muito e ter graus universitários, pois não precisa mais ter complexos. Virou ‘doutor’”.

Fonte: Eduardo Graeff, Folha de S. Paulo, 20/04/11- http://www.eagora.org.br/
Editado por: Edison Franco.

domingo, 17 de abril de 2011

PSDB RS ELEGE NOVO PRESIDENTE

Com três chapas disputando os votos para eleger o novo presidente, e também a Executiva, que vai presidir o Diretório no próximo biênio 2011/2013, o PSDB realizou neste domingo (17), na sede do Diretório em Porto Alegre sua Convenção Estadual.
Com início às 12 horas, a Convenção contou com a participação de um numero expressivo de tucanos, que mobilizados saíram de seus municípios para dar sua contribuição nessa que foi considerada uma como a Convenção mais democrática dentro do partido no Rio Grande do Sul.
O ponto alto do evento foi com a presença da ex-governadora Yeda Crusius, que chegou às 13 horas e fez questão de participar com seu voto, nesse que foi seu primeiro compromisso no partido em 2011.
Com 333 votos validos, a chapa de nº 1, encabeçada pelo deputado federal Nelson Marchezan Júnior fez 58,8% dos votos, contra 31,5 % dos votos da chapa de nº 2, encabeçada por Tomaz Wonghon e 9,6% dos votos da chapa de nº 3, de Carlos Callegaro.
                                                            
Após o encerramento da contagem dos votos, o secretário geral do partido, Carlos Callegaro anunciou aos presentes o resultado e a comissão eleitoral estipulou um novo prazo, de 10 minutos, para a apresentação das chapas de nº 1 e nº 2, com seus devidos membros que concorreram para formação da nova Executiva.
A Executiva Estadual do PSDB ficou composta pelo presidente Nelson Marchezan Júnior, 1º Vice-Presidente, Lucas Redecker, 2º Vice-Presidente, Jorge Pozzobom, 3º Vice- Presidente, Adilson Troca, Secretário Geral, Zilá Breitenbach, Secretário Adjunto, Sérgio Marino Ribeiro Nunes, Tesoureiro, Arnaldo Kney, Tesoureiro Adjunto, Joel Pereira Rodrigues, Vogais: Pedro Pereira, Eduardo Leite, Paulo Renato Jaguarão, Leandro Bolardini, Márcio Rohd, Leandro Castro, Suplentes: Jairo Nicoloso, Eloir Pereira, Elis Regina Bueno Nunes, Conselho Fiscal, Mauri Nunes da Silva, Artur José Lemos Júnior, Lorena de Fátima Dias, Suplentes, Neiva Maria Dalchiavon, Moises da Silva Barbosa e Giovani Luzzatto.
Ainda neste domingo foi realizada a convenção para o PSDB Mulher Municipal, Estadual e PSDB jovem (JPSDB RS). Andréa Klemer foi eleita presidente do PSDB Mulher de Porto Alegre, Tarsila Crusius, presidente do PSDB Mulher Estadual e Michele Petry vai comandar o JPSDB.
Fonte: Blog do PSDB/RS.
Editado por: Edison Franco.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

PROJETO DE LEI FICHA LIMPA DA DEPUTADA ZILÁ ESTÁ EM TRAMITAÇÃO.

Porto Alegre – O projeto de lei n° 80/2011 da deputada estadual Zilá Breitenbach (PSDB) está em tramitação Assembleia Legislativa. O projeto visa aumentar a abrangência da Ficha Limpa no Rio Grande do Sul. Caso a proposta seja aprovada, o crivo da Ficha Limpa passará a ser pré-requisito para todos os cargos em comissão do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Zilá destaca também que, em sua proposta, estão incluídos tanto cargos de administração direta quanto indireta, como as autarquias.
Conforme a deputada, embora ainda não tenha sido defendido em plenário, já há repercussão positiva em torno do projeto. “O projeto tem como objetivo qualificar o serviço público e não acredito que os deputados terão interesse em votar contra a proposta”, afirma Zilá.
Por Eduardo Pires – MTB 15463.
Fonte: Blog da Deputada Zilá.
Editado por: Edison Franco.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DISCURSO DE AÉCIO NEVES NO SENADO!

OPOSIÇÃO ESTARÁ À ALTURA DOS SONHOS DE CADA UM DOS BRASILEIROS, DIZ AÉCIO NEVES.
Em um plenário repleto de dirigentes e lideranças do PSDB, parlamentares do governo e da oposição, além de militantes tucanos, o senador Aécio Neves (MG) ocupou a tribuna, quarta-feira dia (6), para fazer seu primeiro pronunciamento nesta legislatura.
Após elencar uma série de desafios da agenda nacional, o ex-governador de Minas Gerais destacou a responsabilidade que se coloca neste momento para “fazer o que precisa ser feito”. “Ou o faremos ou continuaremos colecionando sonhos irrealizados. Não temos esse direito. Precisamos estar, todos, à altura dos sonhos de cada um dos brasileiros. Nós, da oposição, estaremos”, prometeu. Entre os políticos que acompanharam o discurso, estava o ex-governador de São Paulo José Serra.

O tucano disse que retorna ao Congresso Nacional não temendo o enfrentamento do debate e nem as oportunidades de convergência em torno dos interesses do Brasil. “Os que ainda não me conhecem bem e esperam encontrar em mim ataques pessoais no exercício da oposição irão se decepcionar. Não confundo agressividade com firmeza. Não confundo adversário com inimigo. Farei a política que sempre fiz, aquele que entende que, neste campo, brigam as ideias, e não os homens”, avisou.

A íntegra do discurso pode ser lida NO LINK ABAIXO:
http://www.blogpsdb.com.br/wordpress/?p=23888
Editado por: Edison Franco.